sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Novo dia

Despertara com uma fina fresta de luz vinda da janela, uma brisa leve lhe penetrou as narinas, respirou fundo, um novo dia começou...
A mesma rotina de sempre, banho, desjejum, uma olhada nos e-mails, nas notícias do dia.Ao abrir a porta presos à maçaneta pelo lado de fora, havia dois elementos estranhos na rotina aquele dia, uma margarida, e um bilhete amarrado à ela:

" Estou te deixando aos poucos, soltando um dedo de cada vez, cedendo um milímetro por dia
Eu não seria feliz tendo você por obrigação. Quis que você me quisesse da mesma forma, não quis te conquistar, acho que coisas são "conquistáveis", pessoas são para se querer por perto, querer rir, querer conversar, querer estar junto, querer olhar, querer saber, querer...eu sei o quanto te quis.
Quis esperar, quis tentar, quis ser forte, quis sonhar alto, quis acreditar que seria possível, e como um copo que se enche gota à gota, transbordei...
Acho que compreendo o significado da frase, só podemos ter o que conseguimos carregar, não acredito mais, e por isso não posso, não quero mais carregar o que sinto. Preciso de algo mais fresco, mais vivo, mais leve...
Sinto que agora te quero como você me quer, apenas bem. Adeus."

A margarida foi colocada com carinho em um copo com água, a manhã pareceu mais fria, e ao passar pela porta e olhar para o alto, o céu pareceu mais cinza também.
Uma brisa leve do novo dia, parecida com a que soprou após a flor e o bilhete serem presos à maçaneta, soprou e lhe deu também conforto. Como a primeira pessoa daquela manhã, respirou fundo, e seguiu em frente ...

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